Magistradas da JFRJ participaram de evento que debateu gênero e representatividade feminina no Poder Judiciário Brasileiro

Curso "A mulher Juíza: desafios na carreira e atuação pela igualdade de gênero"
Curso "A mulher Juíza: desafios na carreira e atuação pela igualdade de gênero"
A juíza federal Adriana Cruz (primeira da direita) conduziu o tema “Gênero e suas Interseccionalidades"
A juíza federal Adriana Cruz (primeira da direita) conduziu o tema “Gênero e suas Interseccionalidades"
A juíza federal Priscilla Corrêa (de pé) colaborou no debate sobre “Mulheres e Desenvolvimento"
A juíza federal Priscilla Corrêa (de pé) colaborou no debate sobre “Mulheres e Desenvolvimento"

O Conselho Nacional de Justiça promoveu, em Brasília, de 15 a 17 de maio, o Curso Nacional “A Mulher Juíza: desafios na carreira e atuação pela igualdade de gênero”, com o apoio da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam). As juízas federais da JFRJ, Priscilla Corrêa e Adriana Cruz, que integram a Comissão AJUFE Mulheres, representaram a 2ª Região no encontro. O evento teve como objetivo reconhecer os cenários de gênero dentro da magistratura e desenvolver estratégias institucionais que incentivem a participação feminina no Poder Judiciário.

O curso, que faz parte do programa de formação continuada dos magistrados, inaugurou as atividades do Laboratório de Inovação, Inteligência e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (LIODS), instalado em maio deste ano (https://nacoesunidas.org/judiciario-brasileiro-cria-laboratorio-de-inova...). O laboratório foi criado para cooperar com as metas globais da ONU, principalmente as que envolvem paz, justiça e eficiência institucional.

Representatividade feminina

            Segundo dados do Departamento de Pesquisas Judiciárias do Conselho Nacional de Justiça (DPJ/CNJ), o Poder Judiciário brasileiro é composto, predominantemente, por magistrados e possui apenas 38,8% de juízas em atividades. O desequilíbrio torna-se mais evidente quando se considera que, nos últimos 10 anos, a participação feminina aumentou apenas 1,2 ponto percentual, quando registrava 37,6% de magistradas nas diferentes cortes do país. Os dados constam do “Diagnóstico da Participação Feminina no Poder Judiciário”, apresentado pelo DPJ/CNJ durante o evento.

As magistradas da 2ª Região coordenaram oficinas temáticas que debateram representatividade e gênero. A juíza federal Adriana Cruz, titular da 05ª Vara Federal Criminal, conduziu o tema “Gênero e suas Interseccionalidades – análise e fechamento de diagnóstico e formulação de propostas para implementação de política sobre mulheres juízas no Poder Judiciário”. Já a juíza federal Priscilla Corrêa, titular do 1º Juizado Especial Federal de Volta Redonda, colaborou no debate sobre “Mulheres e Desenvolvimento – conexão entre o diagnóstico de representatividade das mulheres juízas e as metas e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 1, 5 e 8)”.

As informações coletadas a partir das oficinas irão subsidiar a elaboração de propostas que contribuirão com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), do qual o Brasil é signatário. A Agenda propõe 17 objetivos de desenvolvimento sustentável e 169 metas. Estão entre os objetivos estão a erradicação da pobreza, igualdade de gênero, redução da desigualdade social, promoção do crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno, trabalho decente, entre outros.

Com informações do CNJ e da AJUFE

 

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