Juíza da JFRJ integra equipe vencedora do prêmio Desafios Lideranças Públicas Negras

O Desafio Lideranças Públicas Negras teve como vencedor o Encontro e Fórum Nacional de Juízas e Juízes Negros contra o Racismo e Todas as Formas de Discriminação  (Enajun/Fonajurd). Ao todo, 21 entidades se inscreveram e cinco foram selecionadas por gerarem melhores oportunidades para profissionais negros. A juíza da 5a Vara Federal Criminal, dra. Adriana Alves dos Santos Cruz, integra a equipe da iniciativa vencedora.

A seleção dos cinco finalistas foi feita por avaliadores negros, apoiadores do concurso e  especialistas no tema diversidade. A escolha do vencedor, que receberá o prêmio de R$ 10 mil, aconteceu por meio de votação popular pela internet.

Pessoas negras ocupam hoje 47,4% dos cargos no setor público, porém permanecem ausentes em carreiras e cargos de alta gestão. O maior número demográfico do Brasil é de pessoas negras, sendo 54% da sua população. O Desafio Lideranças Públicas Negras foi criado para pensar em equidade racial, discutir raça e propor soluções governamentais com esse recorte e combater efetivamente as desigualdades e o racismo estrutural. A premiação é promovida pelo Instituto Arapyaú, pelo Instituto Humanize, pela Fundação Lemann e pelo Instituto república.org. 

Mas embora mais de 50% da população brasileira seja negra (sendo cerca de 25% de mulheres negras), a magistratura nacional é composta majoritariamente por pessoas brancas. Entre os quase 19 mil juízes do Brasil, não há mais que 100 mulheres negras. O último levantamento do CNJ revelou que há apenas 18% de juízes e juízas negros.

O Enajun tem como objetivo promover atividades científicas e políticas realizadas pelo coletivo de juízes e juízas negros, em parceria com outras instituições e a sociedade. Entre os frutos do Enajun, a magistrada Adriana Cruz destaca a participação na criação da Diretoria de Promoção da Igualdade Racial da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a representação em grupos de trabalho para a igualdade racial no âmbito do Poder Judiciário e Legislativo, a representação em cursos sobre relações raciais na formação para juízes e debates e palestras com membros de diversas instituições e a participação de acadêmicos que são referência no estudo das relações raciais no país.

 

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