CCJF inaugura exposição sobre a ocupação do antigo prédio do STF no Rio de Janeiro

Exposição “Rio Branco, 241 – Justiça e Cultura”
Exposição “Rio Branco, 241 – Justiça e Cultura”
Neide de Sordi, Ivan Athié, Maria Geralda de Miranda e Lenora Schwaitzer
Neide de Sordi, Ivan Athié, Maria Geralda de Miranda e Lenora Schwaitzer

O Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) inaugurou na quarta-feira, 5 de junho, a exposição “Rio Branco, 241 – Justiça e Cultura”, iniciativa que realiza a primeira retrospectiva da ocupação do prédio histórico do Supremo Tribunal Federal (STF), no Rio de Janeiro. A solenidade de descerramento da fita inaugural foi conduzida pelo presidente do Tribunal Regional Federal – 2ª Região (TRF2), desembargador federal Reis Fride.

Também prestigiaram o evento, dentre outras autoridades, o diretor-geral do CCJF, desembargador federal Ivan Athié, o diretor-geral da Escola da Magistratura Regional Federal da 2ª Região (Emarf), desembargador federal Sergio Schwaitzer, o vice-diretor da Seção Judiciária do Rio de Janeiro, juiz federal Firly Nascimento Filho, o juiz federal substituto da 8ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Frederico Montedonio Rego, e o titular da 3ª Vara Federal de Execução Fiscal de Vitória, juiz federal Ronald Kruger Rodor, que integra a Comissão de Memória da 2ª Região.

“Esta exposição será permanente e dinâmica. A proposta é que ela cresça e evolua com a história da Justiça Federal fluminense, cuja atuação contribui, diuturnamente, para a incorporação de novos registros na memória da República brasileira”, lembrou Reis Fride, na ocasião. A exposição dá destaque à trajetória da 1ª Instância da Justiça Federal no Estado do Rio de Janeiro desde a sua criação pela Constituição Provisória de 1890.

A inauguração da exposição foi um dos destaques da programação da 3ª Semana Nacional de Arquivos, da qual o CCJF participa com a realização de oficinas, palestras e debates, entre os dias 4 e 7 de junho. O evento, que, além do CCJF, conta com atividades envolvendo cerca de duzentos órgãos dedicados à preservação de documentos com valor histórico no país, é uma realização conjunta do Arquivo Nacional e da Fundação Casa de Rui Barbosa, também sediados no Rio de Janeiro.

A mesa de abertura do evento foi presidida, no dia 5, pelo desembargador federal Ivan Athié e foi composta pelo desembargador federal Sergio Schwaitzer, pela diretora geral do Arquivo Nacional, Neide de Sordi, pela diretora executiva do CCJF, Maria Geralda de Miranda, e pela assessora de documentação, informação e memória do TRF2, Lenora Beaurepaire Schwaitzer, que coordena a curadoria da exposição “Rio Branco, 241 – Justiça e Cultura”.

Para Ivan Athié, o encontro dos pesquisadores e técnicos dos arquivos históricos ajuda no aprimoramento de um trabalho fundamental para a nação, que está relacionado aos valores da cidadania e da transparência pública. O desembargador ressaltou ainda os desafios da conservação documental, que precisa ser constantemente atualizada, à medida que surgem novas mídias de dados: “Pode parecer paradoxal, mas a verdade é que o passado se coloca sempre à nossa frente já que é por ele, pelos nossos registros pretéritos, que seremos identificados e reconhecidos aonde quer que vamos. Basta lembrar o peso que tem nosso passado, quando precisamos abrir uma simples conta bancária”, concluiu.

 

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